17/07/2018

Partidos do blocão não se entendem e traçam caminhos opostos antes de convenções

Olá, bom dia.

A união do blocão está perto do fim. O grupo de partidos políticos, formado por deputados do baixo clero e capitaneado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), não concretizou a proposta de formar uma aliança conjunta na eleição presidencial de outubro. Às vésperas das convenções partidárias, cada sigla busca o seu caminho — ou o seu acordo.

“Ninguém quer perder a chance de negociar seus próprios interesses no feirão partidário”, escreve o colunista Bernardo Mello Franco. O PR, por exemplo, conversa com Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O DEM se divide entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). PP, PRB e Solidariedade vivem dilema semelhante.

Ciro, aliás, faz ofensiva para ter o apoio do PCdoB, que lançou Manuela D'Ávila como pré-candidata. E Alckmin investe para manter o PSB neutro. O partido ainda negocia com o PT, tradicional aliado. Enquanto isso, Bolsonaro deve se lançar candidato mesmo sem ter definido o vice.

‘Bunker’ no meio do caminho
Braço da Lava-Jato em São Paulo, a operação “Pedra no Caminho”, descobriu um “bunker”. Nele, Laurence Casagrande, ex-secretário de Logística e Transportes de Alckmin, guardava documentos impressos e equipamento eletrônicos com informações sobre o Departamento de Estradas e Rodagens (Dersa). O órgão está no centro da investigação.

Os 12 mandamentos
A denúncia do Ministério Público contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), detalha ações da Igreja Universal em escolas municipais e os bastidores do senso religioso da Guarda Municipal. Ao aceitar a ação, a Justiça impôs 12 exigências para o prefeito. Se descumpri-las, ele pode ser afastado do cargo.

Sob intervenção
A Justiça do Rio decretou a prisão do médico Denis Cesar Barros Furtado, que realizou procedimento estético na bancária Lilian Calixto. Ela morreu após a aplicação de silicone, feita na casa do médico, na Barra da Tijuca. Denis é conhecido como “Doutor Bumbum”.

Limite na pauta
Após serem suspensas pela ministra Cármen Lúcia, as regras para a cobrança de usuários nos planos de saúde de coparticipação e franquia ficarão à espera de avaliação do Supremo Tribunal Federal, que está em recesso. Entenda o que está em discussão na Justiça.

DA REDAÇÃO

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