sábado, 4 de agosto de 2018

Bombeiros usam 40 mil litros de água a cada 2h para conter fumaça em aterro que já dura mais de 10 dias no AC


O Corpo de Bombeiros continua combatendo a fumaça que vem “brotando” do chão do aterro de resíduos sólidos na Estrada Transacreana, em Rio Branco, que já dura mais de 10 dias.
A previsão é que a fumaça seja contida ainda nos próximos sete dias. São 40 mil litros de água usados para amenizar os efeitos.
Máquinas cavam poços de até 15 metros de profundidade para que os caminhões-pipa, que chegam a todo momento, possam descarregar água pra resfriar o solo. O aterro tem cerca de 80 mil m² e recebe, principalmente, resíduos de construção civil.
Para os moradores que moram próximos à região, a fumaça tem causado transtornos. Respirar tem sido um desafio nos últimos dias. Ledo Patrício é empreiteiro e mora na rua que fica atrás do aterro. Depois de mais de uma semana é que ele conseguiu sair de casa para capinar o quintal.
“Pra respirar fica muito mais pesado. Aliviou nesses dois dias agora, mas de manhã cedo aqui fica pior. Há 8 dias isso aqui estava horrível”, reclama.
E pra quem sofre com problemas respiratórios é ainda pior, como é o caso da Eliane Almeida. Ela conta que fica com a casa praticamente fechada o dia todo.
“A gente sofre muito com isso. À noite que piora aqui e de manhã ninguém enxerga de tanta fumaça fedida”, diz.
O comandante operacional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Charles Santos, diz que toda fumaça é prejudicial a saúde, causando desconforto na garganta e dificuldades para respirar. Destacou ainda que o fogo foi iniciado por alguém que fez queimada ilegal.
Ele explica que os bombeiros funcionam como apoiador na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). No primeiro momento, eles estão fazendo o fatiamento do solo e jogando água.
“Temos emissão de fumaça de vários elementos provenientes que estão abaixo do solo. Temos que tentar eliminar isso o mais rápido possível em virtude do clima, que está muito seco e propício pra ser proliferado. É uma área muito aberta e estamos trabalhando para controlar tudo nos próximos sete dias”, garante.
Além de toda essa fumaça ser prejudicial à saúde das pessoas que moram nas redondezas, outra grande preocupação é o impacto ambiental, que é algo imensurável.

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