06/08/2018

Convenção de Cameli tem apelo por campanha limpa


Uma campanha limpa, no debate de idéias e com pedidos para a militância não responder aos ataques pessoais e de baixo nível, e citando que estava começando o ciclo para libertar o povo acreano do jugo de 20 anos de governos do PT, foram eixos do discurso do candidato ao governo Gladson Cameli (PROGRASSISTA) –foto – ao falar para a massa que compareceu ao ato da sua convenção, no ginásio do SESC, no último sábado. A sua candidatura vai para a rua ancorada numa coligação de 11 partidos, 170 candidatos a deputado estadual e cerca de vinte candidaturas para deputado federal. Para o Senado foi homologada a chapa com Sérgio Petecão (PSD) e Márcio Bittar (MDB). Pela primeira vez nos últimos vinte anos a oposição consegue entrar unida numa disputa de governo e com chances reais de ganhar, já que em todas as pesquisas o candidato Gladson Cameli (PROGRESSISTA) aparece liderando, seguido pelo candidato do PT, Marcus Alexandre, o seu adversário mais próximo. A campanha começa para valer a partir de agora. As próximas pesquisas serão mais importantes do que as realizadas até aqui, porque já trarão o fervor das candidaturas nas ruas. Será um quadro mais real. A roleta começou a girar, façam os seus jogos, senhores eleitores!
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MAL ORGANIZADA
Se tudo correu bem na convenção, com muito entusiasmo, houve uma falha gritante na organização do evento. O ginásio do SESC é pequeno e ainda fizeram um cercado no meio do quadro, destinado às crianças. Ficou um ambiente calorento, apertado, e grande parte dos que compareceram preferiram ficar no espaço fora do ginásio. Foi uma má escolha a do SESC.

MAIORES TORCIDAS
As duas maiores torcidas presentes com suas bandeiras foram a da candidata à deputada federal Rosana Nascimento (PPS) e a do senador Sérgio Petecão (PSD). Ambas animadas.

DISCURSO LONGO ENTEDIA
Alguns discursos como os das candidatas a deputada federal, Antonia Lúcia (PR) e Vanda Denir (SD) foram longos e se tornaram enfadonhos, ao ponto do público manifestar a sua impaciência. Há uma máxima que diz que, depois de três minutos, um discurso não tem mais nada a dizer, se torna repetitivo, ninguém acompanha, e entedia.

COMPLICAÇÃO PARA O SENADO
Se em relação ao candidato Gladson Cameli (PROGRESSISTA) há uma unidade dos onze partidos da coligação, o mesmo não se pode dizer da escolha dos candidatos a suplente de senador. A escolha do nada representativo Eduardo Veloso (PR) para suplente do Márcio Bittar (MDB), virou uma guerra, com declarações, posições contrárias e promessas de neutralidade.

FORA DA CAMPANHA
Para se ter uma idéia do tamanho do problema, o DEM se posicionou, oficialmente, confirmado pelo deputado federal Alan Rick (DEM) que, por conta da escolha de Eduardo Veloso (PR) para a primeira suplência de Márcio Bittar (MDB), este não terá seu apoio.

MDB PARTE EM BANDAS
Na manhã de ontem houve uma reunião tensa dentro do MDB, por conta da escolha de Eduardo Veloso (PR), que embora honrado, tem densidade política zero. O grupo do prefeito Mazinho Serafim (MDB) foi voto vencido dentro da executiva na proposta de colocar a sua mulher Meire Serafim (MDB) como primeira suplente do Bittar. Deixou a reunião prometendo que, não apoiará Bittar e no PMDB só trabalhará para os candidatos Flaviano Melo e Jéssica Sales.

QUADRO MAIS COMPLICADO
O quadro se torna complicado na medida em que o prefeito Mazinho Serafim (MDB) lançou a filha Tamires Serafim, como candidata à deputada estadual pelo PMN. Com isso a legenda de deputado estadual do MDB sofrerá uma redução brusca e a chapa, para fazer dois deputados, será apertado. O mínimo para eleger um estadual deve ser em torno de 17 mil votos.

ASSUNTOS A CONTORNAR
Antes de entrar na campanha o candidato ao Senado, Márcio Bittar (MDB), tem de contornar os dois problemas, que incidem diretamente na sua candidatura, que tem crescido nas pesquisas: as recusas do deputado federal Alan Rick (DEM) e do prefeito Mazinho (MDB), em lhe apoiar. Começar a campanha com duas belicosidades de peso não lhe é nada positivo.

LENE PETECÃO
A vereadora Lene Petecão (PSD) foi convidada para a segunda suplência na chapa do candidato ao Senado, Márcio Bittar (MDB), ficou de pensar e até ontem não tinha decido se aceitava.

QUESTÃO DO DEM
Essa questão do DEM tem que ser vista com carinho dentro da coligação que apóia o candidato ao governo, Gladson Cameli (PROGRESSAISTA), o deputado federal Alan Rick (DEM) foi importante na vinda do partido para a oposição e é a única grande sigla da aliança fora da chapa majoritária.

META DE 30 MIL VOTOS
É a meta que o grupo do ex-prefeito Vagner Sales (MDB) quer alcançar para eleger a filha e deputada federal Jéssica Sales (MDB) a mais votada desta eleição para a Câmara Federal.

O EVANGELHO E O VOTO
O deputado Eber Machado (PDT) virou pregador evangélico nesta campanha. Anda dando sermão em tudo que é igreja e aproveitando e emendando no evangelho o pedido de votos.

NÃO É INDICATIVO DE NADA
Passou a haver uma comparação tosca entre os aliados sobre quem colocou mais gente, se o Marcus Alexandre (PT) ou o Gladson Cameli (PROGRESSISTA) em suas convenções regionais. O número de presente nos dois atos não significa nada, todos os votos das convenções têm donos.

CHEGADA TRIUNFAL
Quem chegou na convenção do Gladson Cameli liderando uma caravana, todos vestidos de azul e com o adesivo no candidato do PROGRESSISTA no peito, foi o ex-deputado Helder Paiva, que até bem pouco era muito ligado aos irmãos Viana. Agora é Cameli desde criancinha.

COMO CANDIDATO
Quem também estava na convenção, mas como candidato a deputado estadual na coligação do Gladson Cameli, foi o ex-Assessor Especial do Governo, ex-deputado Élson Santiago (PTC).

COMENTÁRIO IRÔNICO
Um amigo que presenciou as duas cenas, arriscou um comentário: “se procurar no meio desta multidão é bem capaz de encontrar o garçom que serve o cafezinho para o governador”.

PRECISA SE DESCOLAR
Venho alertando ao senador Jorge Viana (PT) que, ou se desliga de seu petismo messiânico de “Lula Livre” e passa ao largo do desgaste do governo do irmão ou a sua candidatura poderia enfrentar problemas. A última pesquisa já o mostrou como uma perda de gordura, saindo pela primeira vez da primeira colocação, para um empate técnico no segundo lugar com o candidato Márcio Bittar (PSDB). São sinais que acendem a luz vermelha na campanha.

CAMELI DESCOLA
Pela primeira vez nas pesquisas o candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PROGRESSISTA), se descola com mais de 10% na frente do Marcus Alexandre (PT). Isso foi mostrado nos levantamentos do DATA-CONTROL e no DELTA.

RETRATO DE MOMENTO
Isso mostra a realidade do momento a não é uma sentença de que a eleição está decidida. A campanha vai atingir o seu fervor nestes dois meses finais e ninguém pode prever o que acontecerá em seu curso. Um erro de um lado ou de outro pode ser fatal na campanha.

PETECÃO LIDERANDO
A pesquisa do DELTA veio tendo como primeiro colocado o senador Sérgio Petecão (PSD), o Ney Amorim (PT) e o Minoru Kinpara (REDE) em crescimento. Estamos numa eleição embolada para senador, a ser decidida por detalhes e por quem errar menos. Está interessante a disputa.

MOSTRADO GARRA
As fotos mostraram que a última das convenções nas Regionais, realizada sábado em Brasiléia, pelo candidato Marcus Alexandre (PT), foi muito concorrida. Marcus Alexandre tem se mostrado um bravo na campanha, mesmo com as adversidades do seu partido e do governo.

LUTA EM DUAS FRENTES
O Marcus Alexandre era disparado o melhor nome da FPA. Não tinha um quem se aproximasse da sua densidade eleitoral. O seu problema é que não enfrenta só os adversários da oposição, se fosse só isso era uma beleza, tem de enfrentar os desgastes do PT e do governo estadual.

DOIS MESES
O candidato Marcus Alexandre (PT) precisa nestes dois meses se mostrar descolado da atual administração do Estado e fazer uma campanha projetada na sua imagem pessoal, que é boa, porque se ficar nesta maresia, passará o perfil de continuidade do que aí está e naufraga.

TUDO NO DEBATE
Os aliados do candidato a governador, Marcus Alexandre (PT), estão jogando todas as suas apostas todas nos debates que vão ocorrer nas televisões. Acreditam ter o Marcus todas as condições de conhecimento do Estado e bater o adversário Gladson Cameli (PROGRESSSISTA).

RECLAMAÇÕES EM ENXURRADA
Tenho ouvido uma reclamação atrás da outra de candidatos a deputado federal e a deputado estadual contra os dois candidatos a senador da oposição. Alegam que não buscaram parcerias e quando buscam vêm com propostas consideradas irrisórias para tocar as suas campanhas.

CICLO FECHADO
Com a convenção regional de sábado do candidato do PROGRESSISTA, senador Gladson Cameli, fecha-se o ciclo da pré-campanha e entraremos na campanha propriamente dita. No dia 15 será a data final para o registro de candidaturas. Mas o quadro dos candidatos a governador do Estado não deve mudar. Como também não deverá mudar a disputa centralizada entre Marcus Alexandre (PT) e Gladson Cameli (PROGRESSISTA). A não ser que, aconteça um fato negativo extraordinário que possa atingir a imagem de um dos dois candidatos. Os demais candidatos a governador não têm mostrado fôlego para reagir.

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