23/10/2018

BOMBA Articulador político de Nei Amorim abre a boca: “A política é a arte de ouvir”

Marcio Pereira com o deputado Nei Amorim: o assessor falou ao Blog sobre a campanha

O historiador Marcio Pereira foi a sombra política do deputado estadual Nei Amorim (PT) nos últimos meses, durante sua aventura em busca de uma cadeira no Senado, por ocasião das eleições gerais realizada no último dia 7. Ele estava no centro do furacão de uma das disputas mais cheias de resenhas da campanha, capazes até de render um best seler. Mas, aos 38 anos, passado na casca do alho quando o assunto é política, Marcio de fato sabe tudo o que aconteceu mas rechaça o assunto. Não fala sobre nem a pau. “Não quero entrar nesse assunto. Sempre fui apaixonado pela boa política”, diz ao Blog do Evandro Cordeiro.

Marcio Pereira tem DNA político. É filho do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Pereira, conhecido pela forma como enfrentas as questões, por mais complexas que sejam. Como o pai, fala macio, nunca se irrita e, se preciso, apara aresta até de inimigos de sangue. Bem casado, evangélico, prefere a parte boa da política, mesmo quando instigado a falar. Acha mais saudável lembrar das conquistas através da boa conversa. “Nós começamos a campanha do Nei lá no zero e empatamos com ninguém menos que o Jorge Viana. Isso é virtude”, afirma, numa rota de fuga de perguntas cheias de picardias. De fato Pereira foi um operador e tanto. Pacificou conflitos na campanha e juntou até inimigos na mesma mesa. “Sou pacifista, aceito e respeito as pessoas por suas escolhas”, diz ele, com razão.

O deputado Nei Amorim, para Marcio, é um político de muito futuro ainda e mostrou isso na campanha para o Senado. O assessor, no entanto, evita entrar em detalhes da campanha, como os supostos erros estratégicos. A “zenga” com a turma de Jorge Viana e outros percalços dos meses anteriores o Pereirinha descarta. “Não entro nisso ai. Vamos falar da boa política, Evandro. A política é complexa, amigo. Minha intenção é sempre fortalecer o lado bom do ser humano”, invoca seu espírito especialista em fuga pela tangente. Quando nada a campanha do Nei expôs, na era do zap, um novo tido de operador político, bem mais inteligente do que o velho cabo eleitoral dos anos 1980. 

Escrito por Evandro Cordeiro

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