10/02/2019

TARAUACÁ: DOIS ANOS APÓS LEVAR UM TIRO À QUEIMA ROUPA A JOVEM APARECIDA FALA DO DRAMA QUE PASSOU


Aparecida Gomes é a menina que no mês de agosto de 2017 levou um tiro à queima roupa durante um assalto no comércio em que trabalhava como atendente e foi atingida com um tiro de espingarda. Aparecida foi socorrida no hospital e, em seguida, encaminhada ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, em uma aeronave. O tiro pegou na região da clavícula e ombro esquerdo. A jovem dia que depois do acontecido só teve vontade de morrer. "Passei momentos difíceis nos quais só queria morrer. Tentei suicídio devido depressão e mais uma vez a morte não me quis", conta.  


Aparecida conta, ainda, que na época fazia pouco mais de um mês que havia conhecido um rapaz por nome Jonas. "Quando sofri o tiro ele ficou do meu lado dando apoio e mostrando que era bom viver. Que eu não ficaria com sequelas e graças a Deus, por duas vezes, não me deixou morrer e nem me deixou só", disse. Atualmente Aparecida e Jonas continuam juntos e vão ter um filho em breve. "Sei que ainda terei dias difíceis pois, segundo os médicos, ainda tenho depressão. Há dias que desejo morrer e  mesmo assim ele está do meu lado, me amando como no primeiro dia', relata.


Maria Aparecida Gomes Oliveira hoje com 26 anos, ensino completo,  operadora de caixa, vive em casa desde o dia em que levou o tiro. "A única ajuda que tive e tenho é da minha família e alguns amigos. Hoje me sinto melhor, tenho apoio da família, amigos e da Psicóloga Laura Pontes. Passei por duas cirurgias, quase fico deficiente do braço e isso ainda mexe muito comigo, declara.

Fisicamente, Aparecida ficou com uma cicatriz no ombro e diz que em dias frios sente dores, não consegue dormir bem ou usar por tempo excessivo o lado esquerdo. Precisa tomar remédios diariamente.

Numa tatuagem no ombro da garota,  em formato de coração, coincidentemente no lado em que levou o tiro, está escroto. "PRA QUEM TEM FÉ A VIDA NUNCA TEM FIM" 

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