terça-feira, 15 de junho de 2021

Com nova alta, gás de cozinha de 13 quilos é vendido a R$ 112 no Acre




A botija de gás de 13 quilos já passou a ser vendida por R$ 112 por revendedores e alguns comércios do Acre, após reajuste de 5,9% anunciado pela Petrobras, na última sexta-feira (11).

Na distribuidora gerenciada por Rafael Carneiro, na Baixada da Sobral, em Rio Branco, o botijão de gás subiu de R$ 103 para R$ 112. “Já reajustamos hoje. Vendi a R$ 112 nesta segunda-feira. A botija de cinco quilos ficou R$ 50, de dez R$ 87”, resumiu.

O G1 fez uma pesquisa em pelo menos mais quatro distribuidoras da capital acreana. Na maioria o preço ainda não reajustou. A botija de 13 quilos ainda é vendida a R$ 102 ou R$ 103. Alguns dos atendentes afirmaram não ter conhecimento ainda do aumento no preço médio.

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Gás Liquefeito de Petróleo e Lubrificantes do Acre (Sindepac) disse que não tem autonomia para falar sobre o aumento.

Manobras

A empresária e embaixadora da gastronomia acreana, Rafaella Brozzo, disse que os chefes de cozinha sentem no bolso o aumento do gás desde o início da pandemia. Em fevereiro do ano passado, ela explicou que enchia uma botija de gás de 100 quilos por R$ 557.

Mais um ano depois, ela paga R$ 712 pela mesma botija. Devido à pandemia, Rafaella diz que evita repassar esse aumento para o consumidor, já que existe uma concorrência muito grande no setor. Grande parte dos restaurantes e lanchonetes está atendendo no delivery.

Para garantir o empreendimento funcionando, Rafaella revelou que precisou demitir servidores. Outra manobra utilizada pelos chefes de cozinha, segundo a empresária, é o uso de fornos e outros equipamentos elétricos na hora de preparar a comida.

“Gás e carne são itens preciosos. A gente vai variando, usamos o fogão, forno elétrico. Vamos nos virando, por que como vamos repassar isso para nosso consumidor, em uma concorrência que temos? Você vê uma grande concorrência nessa questão do delivery e o que tivemos que reduzir a equipe o máximo, porque a demanda é instável. Quando o cliente entra em um restaurante, ele sente o impacto na quantidade que ele vai consumir, que não era mais como antes. A qualidade é indiscutível, mas a quantidade que é servida no prato é totalmente diferente hoje”, destacou.

FONTE: G1ACRE

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