9.07.2021

TEXTO: "MEU DIA 7 DE SETEMBRO ESCOLAR":

Flávio Pereira dos Santos

Foto: Acervo Pessoal 1997

Dia 7 de setembro, este é o dia perfeito para você refletir, ponderar, lutar, sonhar e concretizar, e sabe por quê? Porque é o dia que você está vivendo agora, e essa deve ser sempre a sua prioridade, na sua caminhada, sonhando, vivendo o dia mais importante da sua vida.

Lembro-me bem. O dia 7 de setembro na escola iniciava bem antes das festividades dos desfiles que sempre foi o que mais gostei de fazer, além de participar da fanfarra, claro. Passávamos meses fazendo ensaios no pátio da escola ou pelas ruas do bairro da praia, às vezes íamos pelo centro. Para participar da fanfarra da escola, era preciso ser comportado e tirar boas notas. Entrei meio que pela porta de trás, pois faltou um componente e fui chamado às pressas. Nunca mais sai. Era um misto de emoção, prazer e vergonha desfilar pelas ruas do bairro Senador Pompeu.

Passávamos a noite sem dormir às vésperas do desfile. Tínhamos que acordar cedo, tomar banho vestir e calçar o fardamento branco (Quase sempre emprestado de um amigo) e irmos para a escola tomar o “leite de burro” com bolacha Papaguara. Adorava aquela espuma que ficava na panela sempre conduzida pelas mãos habilidosas de Dona Dagmar, Delzuite, Maria Bernaldo ou Fátima.

Era uma correria quando estávamos na sala e chegava o aviso: Todos em fila!!! Corríamos felizes, apreensivos e felizes da vida. Antes de sair, ainda dávamos uma ensaiada para finar as baterias e demais instrumentos da banda. Tínhamos que deixar tudo limpinho com álcool para brilhar debaixo de um sol escaldante. A concentração dava volta no quarteirão. Íamos para a rua do comércio (frente aos Correios), aguarda nossa vez. Erra um orgulho participar da fanfarra escolar da escola Rosaura Mourão da Rocha. Pra mim, muito mais. Hoje, fico pensando o quanto foi maravilhoso estudar nesta escola. Tive o prazer e me orgulho de ter trabalhado, enquanto criança, quebrando concreto na para construção das paredes da escola que mais tarde voltaria à estudar. Não foi fácil, estudei, passei de ano, me formei e voltei como professor daquele âmbito educacional. Apliquei algumas palestras, cursos e formações escolares. Fomos muito felizes.

O “Mano Mezer” estava com o apito e sempre dizia: Atenção!!! Ao meu apito!!! Começava uma batida, uma alegria, diversão, entretenimento. Em 1997, já tinha encerrado o Ensino Médio, mas fomos convidados para passar a fanfarra do João Ribeiro, e após havíamos sido convidado pelo então prefeito Esperidião Menezes Júnior para fazer uma apresentação no município de Jordão. Foi se apresentar em Tarauacá e partir quatro dias, rumo ao pequeno povoado recém fundado. Fomos a primeira fanfarra a se apresentar naquele lugar.

Ainda hoje, lembro do quanto fomos felizes. Ma cidade de Tarauacá, não tinha quem não esperasse o dia 7 de setembro chegar. Todos iam ver as belezas de fantasias das escolas que se apresentavam.

Ainda lembro do último desfile com amigos: Vanilson Mezer, Lenisvaldo, Neto Gaudêncio e outros. Era diferente olhar as pessoas quando desfilávamos. Elas estavam aglomeradas à beira das ruas, nas varandas das casas, sacada da prefeitura e teatro. A vontade quando terminávamos, era de começar tudo de novo e receber novos aplausos da platéia presente.

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