1.15.2022

Em entrevista ao UOL Gladson responde a perguntas sobre a Operação Ptolomeu e diz: "Quem não deve não teme"



Da redação do Notícias da Hora 14 Janeiro 2022

O governador Gladson Cameli foi entrevistado, na tarde desta sexta, 14, ao vivo por jornalistas do UOL, o site de maior acesso do país. Eles fizeram várias perguntas relacionadas à Operação Ptolomeu. O governador alegou que o processo investigativo corre em segredo de Justiça e qualquer declaração sua poderia passar a ideia de que queira atrapalhar as investigações. Mas mesmo assim respondeu algumas perguntas baseadas em um "suposto relatório" da Polícia Federal que vazou em redes sociais.

“Quem é gestor público deve estar sempre preparado para enfrentar situações como essas. Mas posso afirmar que respeito todas investigações, confio na Justiça, e que onde houverem dúvidas estarei pronto para esclarecê-las. Vou passar a limpo essas situações e mostrar para a sociedade do Acre e do Brasil a verdade sobre os fatos”, disse ele.

Indagado se a Operação poderia ter origem em interesses políticos, Gladson respondeu:

"Procuro não politizar esse tipo de situação e não vou querer achar um culpado. Mesmo porque o exemplo tem que partir da minha pessoa. Não criarei problemas pra atrapalhar as investigações. A Polícia Federal tem todo o meu respeito porque cumpre um papel fundamental para o Brasil fortalecendo a nossa democracia. Quem não deve não teme”, garantiu Cameli.

O governador também esclareceu a "suposição" de um depósito 70 mil na sua conta comentado por dois empresários numa gravação telefônica.

"Quando há um processo de investigação e alguém cita o nome do governador automaticamente ele passa a ser investigado. Por isso, estou esperando concluir a investigação para mostrar à sociedade que não aceito nenhum tipo de irregularidade no meu governo. Tanto é assim que criei a Delegacia Anti-corrupção. E sempre pedi que os órgãos de fiscalização e controle estivessem presentes no estado para nos ajudar em todos os processos licitatórios que envolvam recursos públicos”, esclareceu.

Um outro ponto destacado pelo governador ao UOL é que os seus advogados estão acompanhando todo o processo.

"Esse investigação, pelo que entendi, vem desde 2018 e envolveu dois assessores que trabalhavam comigo desde o Senado e tinham procuração pra tratarem de meus assuntos pessoais. Quanto ao aumento do meu patrimônio atribuo isso à inflação. Um carro que custava R$ 100 mil passou a valer R$ 200 mil. Agora imaginem as mudanças no valores de bens materiais de 2018 pra cá? Por isso, faço questão que esse assunto seja esclarecido porque o que está em jogo é o meu nome e a minha vida,"desabafou.

Gladson Cameli também respondeu sobre as dúvidas de pagamentos de cartões de crédito que foram feito em dinheiro.

"Tudo que eu venha a pagar com dinheiro vivo tem que ter a origem e isso será esclarecido. Jamais faria isso se não tivesse origem. Não quero dar detalhes porque ainda não sei quais foram essas movimentações. Mas posso afirmar que todos os meus recursos têm origem no pro-labore das empresas da minha família e do meu salário de governador”esclareceu.

Os repórteres do UOL também quiseram saber se Gladson Cameli será candidato à reeleição em 2022.

"Se Deus permitir serei pré-candidato à reeleição. Não creio que essas investigações irão atrapalhar porque confio que tudo será esclarecido pela Justiça e a imprensa irá divulgar a verdade. Agora quero que isso aconteça o quanto antes. Porque eu sou o maior interessado que isso seja esclarecido”'pontuou o governador do Acre.

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