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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Gladson Cameli quer ser o “caçador de marajás” do Acre


Uma das maiores polêmicas que mexe com o imaginário popular são os cargos comissionados do Governo do Estado. Aqueles que são nomeados para exercerem, na maioria das vezes, funções políticas. O cálculo que se tem é que eles representam um pouco menos de 5% dos gastos com os funcionários estaduais e custam R$ 112 milhões anuais aproximadamente para os cofres públicos(dados pesquisados na internet em várias matérias). Obviamente essa pauta não poderia deixar de entrar nos debates entre os candidatos a governador. O candidato Gladson Cameli (Progressistas) tem dado várias declarações que pretende acabar com os “super-salários” dos cargos políticos e fazer uma redução drástica no número de nomeados políticos, se conseguir se eleger. A intenção, segundo ele tem dito, é direcionar esses gastos para empreendimentos sociais e o sanear economicamente o Estado. Mesmo com toda a polêmica, o fato é que não existirá um Governo, seja de que partido for, sem nomeações de assessores em cargos comissionados. Mas, na minha opinião, é preciso reprimir o exagero, sobretudo, tratando-se de um Estado com uma população de apenas 800 mil habitantes e que depende quase que exclusivamente de recursos públicos. O que choca as pessoas são os exageros de altos salários de gente que produz bem pouco à gestão. Por exemplo, um assessor especial do atual Governo do PT recebe a bagatela de cerca de R$ 19 mil por mês. Existiam 14 nomeados nessa posição e não sei quantos permanecem depois das defecções naturais do período eleitoral. Mas mesmo com as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de reduzir esses cargos que ultrapassam os dois mil no geral (e não só de assessores especiais) novas nomeações foram feitas nessa semana. Assim a questão certamente deverá ser ainda mais explorada politicamente pelos candidatos.

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