quarta-feira, 3 de junho de 2015

Lider indígena acionou FUNAI e até o Ministério Público Federal contra médico de Feijó



Depois de registrado um boletim de ocorrência contra o médico Maxdelles Rodrigues Cavalcante por agressão física, os representantes dos povos indígenas fizeram um exame de corpo delito.
De posse dos documentos o líder indígena e representante dos povos indígenas na câmara de vereadores, vereador Décio Caxinawá disse que as providencias estão sendo tomadas. Foi acionada a representação do conselho estadual de saúde, o Conselho Regional de Medicina, FUNAI e Ministério Público Federal, para intervir no assunto.
O Vereador Décio atribui a atitude do médico como preconceituosa, pois segundo o vereador os índios ainda sofrem muito rejeição da sociedade.
O que me trouxe mais revolta foi que o profissional teve que sair de seu recinto de trabalho e praticar uma agressão inclusive no pátio do ambiente em que ele trabalha. Isso sem procurar saber melhor o que o índio estava falando e chegou logo de forma agressiva e já batendo. Isso não pode acontecer”, Finalizou Décio Caxinawá.
Relembrando o Caso
O professor indígena Rui Nunes Barbosa Kaxinawá registrou um boletim de ocorrência às 15h20 minutos de  segunda feira (25) dando conta de que foi agredido por um médico de Feijó. No boletim ele contou que  o médico Maxdelles Rodrigues Cavalcante, teria desferido um soco no nariz do índio que causou fratura. Segundo o boletim de ocorrência o incidente aconteceu por volta das 17 horas de domingo (24), no pátio do Hospital Geral de Feijó
No boletim de ocorrência, o professor indígena contou que teria ido ao hospital para consultar uma parente quando o Dr. Max, como é conhecido o médico, chegou ao hospital, Rui teria dito, a seguinte frase “vamos embora que eu não gosto deste médico, ele matou meu filho”.
Segundo o índio, em 2012. Dr. Max teria recomendo a aplicação de dipirona na criança, que estava com 40 graus de febre e era alérgico ao medicamento.

Consta ainda no Boletim que o médico teria ouvido o comentário e foi tirar satisfação desferindo um soco no nariz do índio que caiu e ao se levantar o médico desferiu um chute em seu peito.
 o médico que disse que não daria importância ao que não tem importância. A única frase que chamou a atenção de nossa reportagem foi quando Maxdelles disse que estão querendo atingir ao governo do estado e não a ele, por isso vai relatar todo o fato à gerencia do Hospital e deixar que as medidas sejam tomadas pelas vias legais.
O delegado de polícia de Feijó, Alex Tavares disse que não vai comentar sobre o fato, mas acrescentou que há uma audiência marcada entre as partes para o próximo dia 12 e depois disso falará à imprensa sobre o ocorrido.
fonte   www.correiodoacre.com

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