21/06/2018

“Blefe” do PDT anima grupo de petistas que pretende apresentar novo nome para vice de Marcus


O blefe do presidente do PDT, o ex-deputado Luiz Tchê, que em um espaço de menos de um ano, já ameaçou abandonar pelo menos em duas oportunidades a Frente Popular do Acre (FPA), coligação comandada há mais de 20 anos pelo PT, animou os integrantes de uma das tendências petistas que pretendem indicar um novo nome com representação no Vale do Juruá para substituir o ex-secretário de segurança, Emylson Farias, que foi indicado pelo PDT para compor como pré-candidato a vice-governador a chapa majoritária de Marcus Viana (PT).

O novo indicado para ocupar a vaga de vice de Marcus Viana seria o deputado estadual Jonas Lima. Na avaliação dos apoiadores de Lima, ele seria o candidato ideal para equilibrar a disputa com Gladson Cameli (Progressistas) no Vale do Juruá. Lima contaria com o apoio de um grupo de 10 vereadores eleitos com seu apoio, seu irmão Isaac Lima (PT) é um dos prefeitos mais bem avaliados na região e Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre seria seu reduto eleitoral, fatores que o credenciariam como um forte nome para vice.

O burburinho sobre a possível candidatura de Jonas Lima surgiu hoje nos bastidores do Poder Legislativo. Questionado, o petista disse que em nenhum momento colocou seu nome como pré-candidato a vice-governador, mas afirma que é um “soldado do partido preparado para ajudar o PT onde for preciso. Acredito na união dos partidos da coligação, o que existe são muitas especulações, mas todas as arestas serão paradas e no final o bom senso vai prevalecer e seguiremos com nosso projeto que vem dando certo”.

Apesar de todo espaço conquistado pelo PDT que comanda pastas importantes e conta com uma boa quantidade de cargos comissionados na estrutura da administração de Sebastião Viana, do PT, o apetite do dirigente Luiz Tchê parece que não foi saciado no momento do primeiro blefe quando ele ameaçou deixar a FPA e ganhou de portas fechadas o comando do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN). Mesmo sem informar qual o objetivo com a nova ameaça, seus aliados afirmam que ele estaria querendo estrutura de campanha.

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