27/07/2018

Candidatos que só falam mal dos outros perdem pontos com o eleitorado


Mal começou a campanha e tenho visto alguns candidatos que têm como proposta destruir os seus adversários. Não apresentam plataformas propositivas de mudanças para a sociedade e se limitam a espalhar a maledicência. Pensam que “falando do alheio” vão angariar simpatia. A verdade é que esses candidatos “bocudos” não têm compromisso nenhum com a população do Acre. Podem ter a certeza que estão muito mais preocupados com vantagens pessoais adquiridas num possível mandato do que em resolverem os reais problemas que afligem os moradores do Estado. Obviamente que a crítica faz parte da essência da política. Mas é preciso fazê-la de maneira qualificada. Um candidato pode discordar de um determinado modelo de gestão, mas precisa apresentar outro com bases no seu conhecimento e da sua equipe de colaboradores. Ataques gratuitos são inócuos e o eleitor percebe logo que poderá estar sendo enganado. Quem é que gosta de ter ao seu lado alguém que reclama de tudo e acha que todos estão errados, menos ele? É um “pé” esse tipo de gente que não consegue ver nada positivo em nada. Na realidade, esses tipos de candidatos sofrem de uma “ego trip cavalar”, são doentes mentais precisando de tratamento e não de cargos eletivos. Porque a política não deve servir para brigas de ego, mas como um instrumento de transformação social. Quem quiser contribuir com a população que se utilize do debate democrático e não dos ataques vazios contra os seus opositores. A argumentação é infinitamente mais poderosa do que a “ofensa” e a “fofoca” maledicente. Uma maneira simples do eleitor identificar essas candidaturas fakes é só ver o que cada um já contribuiu com a vida econômica, social e cultural do Acre. Mesmo aqueles que nunca tiveram um mandato podem ser avaliados pelas suas condutas na vida particular. Porque todos podem contribuir para o bem estar da sociedade nas suas funções e não só os políticos. Agora, quem tem uma vida privada desastrosa poderá ajudar o conjunto todo? Quem já teve mandato e nada fez para o crescimento do Estado vai fazer agora? Diante do momento delicado que vivemos é importante que o eleitor faça essa avaliação para que o Acre possa viver dias melhores de paz, harmonia e prosperidade.

Disputa acirrada
Nesta eleição, as disputas das oito vagas a deputado federal pelo Acre serão as mais intensas da nossa história. Não tem como ser diferente. Vejo candidaturas bem estruturadas com recursos financeiros e outras com forte apelo popular. Então quem está entrando de gaiato neste navio já tem como destino certo Manacapuru.

Favoritismos relativos
A divisão entre várias coligações vai transformar a matemática dos eleitos numa loteria. Mesmo porque haverá as sobras das coligações que irão todas para aquelas que não elegeram ninguém, mas tiveram uma boa quantidade de votos. É uma espécie de repescagem que poderá eleger gente com poucos votos, mas que esteja numa coligação bem votada.

Vantagem da fama
Entre os muitos nomes das diversas coligações que disputam as vagas de deputado federal existem alguns que estão no mandato e outros que já estiveram. Flaviano Melo (MDB), Jéssica Sales (MDB), Alan Rick (DEM), Raimundo Angelim (PT), Sibá Machado (PT), Léo Brito (PT) e César Messias (PSB) vão tentar a reeleição. Por outro lado, Henrique Afonso (PV), Fernando Melo (Pros) e Perpétua Almeida (PC do B) tentarão voltar à Câmara Federal. Eles levam um ligeira vantagem sobre os demais porque são naturalmente mais conhecidos no Estado. 

Salve-se quem puder
Mas por outro lado, estarão na disputa alguns candidatos que possuem estrutura política, partidária e financeira para surpreenderem. Marivaldo do Basa (PSD), Vanda Denir (SD), Bocalom (PSL), Sílvia Monteiro (PMB), Mara Rocha (PSDB), Rudiley Estrela (PP), Nelson Sales (PP), Jesus Sérgio (PDT), Éber Machado (PDT), Charlene Lima (PTB), entrarão com chances reais no jogo. 

E tem mais…
Um candidato que se estivesse numa coligação poderia surpreender seria o Carlos Gomes (Rede). Mas fica difícil imaginar que sozinho o candidato da Marina Silva (Rede) consiga em torno de 40 mil votos, mais ou menos, para alcançar o coeficiente eleitoral. É um desafio enorme. 

Para ser justo
Evidentemente que não conheço todos os candidatos a deputado federal do Acre. Mesmo porque existem dezenas de partidos que lançarão os seus concorrentes. Na medida do possível conforme a coluna tomar conhecimento vamos divulgando as alternativas para o eleitorado.

Cargo importante
Por serem apenas oito deputados federais do Acre que podem trazer recursos de emendas às prefeituras o cargo é “quase” majoritário no Estado. Na vida real, o eleitor deixará praticamente para em cima da hora das eleições a escolha do seu nome de preferência. Mas é preciso muita atenção porque decisões importantes no Congresso Nacional que afetam a vida de todos os brasileiros passarão pelos votos dos nossos representantes. Por exemplo, se direitos trabalhistas foram subtraídos reclame para quem você votou para federal nas últimas eleições. Se um deputado só colocou recursos para prefeituras acreanas baseado em critérios partidários, reclame porque a sua rua continua esburacada. É importante saber que o representante federal escolhido não vai usar o cargo para fazer lobby e ficar mais rico pessoalmente. Porque as oportunidades em Brasília são enormes e tentadoras. No caso do Acre, cada uma dessas vagas é essencial para o nosso desenvolvimento econômico e social. Então aqueles que não têm compromissos com a população devem ser descartados. E o julgamento cabe às vossas senhorias eleitores

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