12.28.2020

Rio Tarauacá ultrapassa cota de transbordo e atinge quase 4,9 mil casas no interior do Acre


Com 10,50 metros na medição das 9h desta segunda-feira (28), manancial atingiu maior marca do ano, segundo dados da Defesa Civil. Famílias desabrigadas estão sendo levadas para abrigo na escola Joao Ribeiro.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

Rio Tarauacá ultrapassa cota de transbordo, atinge dois bairros e famílias são retiradas de casa — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros

O Rio Tarauacá, que fica na cidade de mesmo nome no interior do Acre, está um metro acima da corta de transbordo e já atinge os bairros Senador Pompeu e Triângulo. Segundo dados da Defesa Civil do município, o manancial marcou 10,50 na medição das 9h desta segunda-feira (28).

Duas famílias que foram atingidas pelas águas já foram retiradas de suas casas e levadas para um abrigo na escola Joao Ribeiro. Ainda de acordo com a Defesa Civil, já existem famílias que foram para casas de parentes por conta da cheia do rio, as desalojadas, mas não se sabe quantas.

Desde a medição das 9h de domingo (27) que o rio ultrapassou a cota de transbordo, que é de 9,50 metros. De lá para cá, o nível só tem aumentado, sendo que às 6h desta segunda estava em 10,30 metros, subindo 20 centímetros em três horas.

O coordenador da Defesa Civil da cidade, Jyensveferpher Jardim, informou que ao menos 4,9 mil casas foram atingidas pelas águas nos dois bairros. O número representa cerca de 15 mil pessoas afetadas pela cheia.


Com 10,50 metros, Rio Tarauacá atingiu maior marca do ano, segundo dados da Defesa Civil — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros

Essa é a maior cota do Rio Tarauacá este ano e está 10 centímetros acima da registrada no último dia 24 de março, quando o manancial também ultrapassou a cota de transbordo e atingiu bairros.

“Temos dois bairros grandes atingidos, sendo que o Senador Pompeu, também conhecido como Bairro da Praia, representa cerca de 60% da cidade. Ainda estamos retirando essas duas famílias atingidas, e por enquanto ainda não recebemos mais chamados. Somente quando finalizarmos todo procedimento é que vamos ter o número exato de desabrigados e desalojados”, afirmou o coordenador.
g1.com

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