12.13.2021

Pesquisa ICL: para 51%, Bolsonaro prejudica os trabalhadores; para 68%, favorece os banqueiros


Levantamento feito presencialmente mostra ainda que 41% dos brasileiros avaliam o desempenho de Guedes na Economia como "ruim ou péssimo". Metade o considera corrupto
13 de dezembro de 2021, 09:02 h Atualizado em 13 de dezembro de 2021, 10:03

(Foto: Reuters)

247 - O governo Jair Bolsonaro desfavorece os trabalhadores, dizem 51% dos brasileiros segundo levantamento do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), dirigido pelo economista Eduardo Moreira, divulgado nesta segunda-feira (13) por Chico Alves, do UOL.

A pesquisa "Conjuntura Política e corrupção financeira" ouviu presencialmente 2.685 pessoas, entre os dias 10 e 26 de novembro. O trabalho foi coordenado pelo sociólogo Jessé Souza, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Dos entrevistados, 69% disseram que Bolsonaro favorece os grandes empresários e 68% avaliam que beneficia os banqueiros.

Quando questionados sobre pontos negativos da atual gestão federal, os mais mencionados foram o fracasso no enfrentamento da pobreza e das desigualdades e o mau desempenho no combate à pandemia. Ambos foram lembrados por 44% dos entrevistados.

Sobre os pontos positivos, 43% disseram não haver nenhum aspecto digno de elogio e 28% citaram o combate à corrupção.

Reconheceram haver no Brasil uma crise econômica 86%. 90% acreditam que os mais pobres são os principais prejudicados.

Em relação aos principais pontos negativos relacionados à economia, 45% citaram o custo de vida/política de preços, 43% o controle da inflação e 39% a deficiência na geração de empregos.

O desempenho do ministro da Economia, Paulo Guedes, é avaliado como ruim ou péssimo por 41% dos pesquisados, enquanto 23% consideram bom ou ótimo.

O ministro foi ainda considerado corrupto por metade da amostra, contra 30% que o acham. honesto. 52% opinam que ele é incompetente, enquanto 31% dizem o contrário. Para 60% dos entrevistados, a atuação de Guedes favorece principalmente os mais ricos e os bancos privados (57%).
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