23/05/2018

DR: DISCUTINDO A RELAÇÃO A DOIS:

“SE FOR PARA JOGAR NA CARA, MELHOR NEM DIZER QUE AMA”

Onde já se viu isso de dizer que ama e – por qualquer discordância momentânea, vir e jogar na cara o que alguém fez ou deixou de fazer? Esse morde e assopra não é amor. O nome disso é distrato emocional. E cansa. Cansa tanto que nem vale a pena insistir. Para qualquer nível de relacionamento, existe uma dose de dignidade que deve ser respeitada.

O amor não confere o direito de cobranças. Não é um acerto de contas no qual você apresenta os seus sacrifícios – feitos exclusivamente através de escolhas próprias, para depois obrigar a mesma disposição doada. Se o amor é sentimento altruísta, em que ponto ele foi transformado numa balança de entregas? Relacionamento algum consegue sobreviver com essa indiferença. Reciprocidade é completamente diferente dessas rasteiras comportamentais. O recíproco é construído em interesse mútuo. Já o tal do jogar na cara, é unicamente um reflexo destrutivo e egoísta de quem o defende. É querer encarar a cumplicidade como peças de tabuleiro a serem encaixadas perfeitamente, conforme o gosto pessoal de um.

É nessas horas que o diálogo torna-se fundamental. Mas é conversar de verdade. Para disputar no grito, na prepotência do certo e errado, melhor nem se dar ao trabalho. Não existirá tempo que aguente e sentimento que supere. Permitir tamanho descaso é inaceitável. Não é orgulho ou medo das críticas, longe disso. Só que expressar amor não pode significar atravessar a coisa mais importante de todos os relacionamentos, o direito de não fazer nada imposto. FONTE:

Por: Copyright© 2018 @Kbym

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