8.05.2020

Bolsonaro cogitou mandar tropas para fechar STF após consulta sobre apreensão de celular: 'vou intervir'

Reportagem da revista Piauí destaca que no dia 22 de maio Jair Bolsonaro teria comunicado a ministros militares que iria enviar tropas para fechar o Supremo Tribunal Federal, em função do ministro Celso de Mello pedir um parecer à PGR sobre a apreensão de seu celular e do filho Carlos Bolsonaro
5 de agosto de 2020, 13:27 h Atualizado em 5 de agosto de 2020, 16:29


STF e Jair Bolsonaro (Foto: ABr)

247 - Reportagem da revista Piauí, divulgada nesta quarta-feira (5), destaca que Jair Bolsonaro teria comunicado a ministros militares que iria designar tropas para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 22 de maio, após o ministro Celso de Mello pedir parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma possível apreensão dos telefones celulares do ex-capitão e do filho, Carlos Bolsonaro. “Vou intervir”, teria dito Bolsonaro na ocasião. 

“Bolsonaro queria mandar tropas para o Supremo porque os magistrados, na sua opinião, estavam passando dos limites em suas decisões e achincalhando sua autoridade. Na sua cabeça, ao chegar no STF, os militares destituiriam os atuais onze ministros. Os substitutos, militares ou civis, seriam então nomeados por ele e ficariam no cargo “até que aquilo esteja em ordem”, segundo as palavras do presidente”, diz a reportagem assinada pela jornalista Monica Gugliano. 

A ideia de intervir no STF foi feita uma reunião com os ministros militares Walter Braga Neto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional. A decisão teria sido bem recebida por Luiz Ramos, mas Braga Netto e o general Heleno teriam argumentado o contrário. “Não é momento para isso”, teria dito o ministro do GSI.
fonte: brasil247.com

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